sexta-feira, 9 de março de 2012

Missão da semana - ISWU

Lembram do ItStartsWithUs? Se não lembra,clique aqui. E aqui vai a missão desta semana... 
 
A Inspiração

"Você jogar pequeno não tem serventia para o mundo. Não tem nada de iluminado sobre se encolher para que as pessoasnão se sintam inseguras a sua volta." 
- Marianne Williamson 

 
  A Missão

Esta semana, use 15 minutos para fazer algo épico.

Todos temos algo especial para dar ao mundo. Não tenha medode compartilhar isso. Faça algo épico essa semana.

Seja quem você é e  seja isso bem.
Se souber se comunicar em inglês, mesmo que seja do google translator, compartilhe aqui o que fizer - http://bit.ly/ISWUepic

quinta-feira, 8 de março de 2012

Teste sobre violência obstétrica - Dia Internacional da Mulher - Blogagem Coletiva

Divulgando aqui, porque é importante.

Violência obstétrica é um pesadelo. Eu, que tive meu filho com total respeito e cuidado, em um parto respeitoso e não hospitalar, não tive essa mesma sorte ao nascer. Nasci mal, graças ao desrespeito à quem em dava a luz, uma menina ainda. Ouvi de muitas irmãs minhas (porque toda mulher é minha irmã) relatos assustadores.

Uma realidade que temos que mudar. Uma bandeira que eu levanto, sempre. E uma das formas de mudar é a informação. É sabermos mais do problema para poder resolver, para ter armas para lutar. Por isso tenho um grande respeito pelo trabalho da Cientista que virou mãe. E recomendo a todos a leitura do post dela, que fala disso com uma clareza que me falta. (E meu mundo feliz é feito de artistas e de cientistas... e eu assumo que é Marie Curie a mulher que ultimamente tem sido minha nova musa... mas isso é outro assunto).

Então, junto com o Parto no Brasile  o Mamíferas, começa hoje o Teste da Violência Obstétrica, uma pesquisa informal sobre o tema. Teve filhos? responda. Não teve, passe adiante o link. É só responder as perguntas e clicar em submit. Se tiver dificuldade em visualizar o teste, clique aqui para responder.






Fica também o convite para participar numa pesquisa, essa de caráter mais formal, sobre violência no parto.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Missão da semana -25/01

Lembram do ItStartsWithUs? Se não lembra,clique aqui. E aqui vai a missão desta semana...

A Missão

Esta semana, use 15 minutos para conhecer alguém.
 
Nossa missão esta semana é simples. Todos nós temos interações casuais com pessoas através da semana ou temos algumas ligações para fazer.

Vá um passo além.




Pegue algum tempo para simplesmente conhecer alguém melhor.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

It Starts WIth Us - mudar o mundo em 15 minutos

Já faz um tempo que me apaixonei por esse projeto e tem sido um prazer fazer parte dele.

O site define assim a ideia por trás do projeto It Starts With Us:


"O objetivo do ItStartsWith.Us é construir uma comunidade global de indivíduos focados em criar um impacto positivo na vida das pessoas a sua volta.

Cada um e todos nós temos a habilidade para mudar o mundo tocando vidas desta forma. E quando nós ouvimos histórias sobre as coisas positivas que outros estão fazendo, nos tornamos mais atentos das oportunidades que temos para fazer a diferença para as pessoas que nos cercam."

A cada semana, as pessoas que se inscrevem recebem um email com uma proposta que leve 15 minutos (as vezes menos) para ser alguém bacana. Para fazer a diferença no mundo, um pouquinho de cada vez.

A cada semana, quando o email chegar, vou postar aqui a tradução da proposta... se você souber inglês, entre no site, participe do fórum, se inscreva para receber os emails. Mas caso contrário, vamos fazer nossa parte...




 Missão da semana:


Esta semana, use 15 minutos para sentar e escrever uma carta para alguém que é especial para você.
Existe algo sobre um bilhete escrito a mão que é mais significativo e amável. Vamos retornar um passo essa semana e colocar algum amor em umbilhete para alguém que amamos.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Blogagem Coletiva - Dia de Amar Seu Corpo 2011 - Resultados

Ainda temos mais duas horas de dia 19 e amanhã demanhã deve sair a versão final... mas já podem apreciar um pouco do que foi falado por ai...

ps-viu algum post que não apareceu aqui? Avise!


A Cecilia do Enquanto o Abismo Observa partilhando seu orgulho pelo seu corpo e seu eu feminino

A Dani no No Presente Momentanea Mente chamou para a blogagem e deu sua opinião

A Dhanna no A Fiandeira falando do que torna nosso corpo atraente e natural

O Edson postando sobre como somos massacrados e como a mídia distorce tudo - até a medicina, em seus blogs Inventário de Naufrágios e Um Dia a Noite , inclusive com um lindo poema da Renata Palottinni.

A Letícia no Universo Paralelo nos dando o prazer da conhecer a unicidade

A Luciana no Gherminando falando sobre aceitação dos limites do corpo


A Ísis no Frapuccino de Baunilha em um post rico de imagens, falando sobre a importância de todos os tipos de beleza


A Tere no Eu Sou Assim liricamente falando do amor por seu corpo

A Thais no O Melhor de Mim com dois posts: sugestões de leitura para hoje e um bonito juramento para si mesma

A Vera no Fora do Manual abriu nossa blogagem e fez perguntas muito pertinentes.



E eu acabei escrevendo minha contribuição também, levando a coisa pro pessoal.

Dia de amar seu corpo - blogagem coletiva - Minha contribuição

Dia de amar seu corpo Nos anos anteriores eu organizei a blogagem mas não escrevi. Resolvi que esse ano, eu escreveria. E aqui estou eu.

Não é fácil. Com baixa estatura, sobrepeso, óculos, ouvidos e joelhos ruins. Amar essa coisa que me faz prisioneira? Minha maior raiva do meu corpo não é não ser bonita o suficiente. É me achar fraca demais, inábil demais, incapaz demais. Além do inferno cada vez que vou procurar uma roupa, cada vez que me olho no espelho e penso porque parece que nenhuma roupa me cai bem... e do fato de sempre sentir que estou fazendo tudo errado e que mereço se morta por isso. (e é sério - a sensação é essa mesmo, de merecer morrer quando cometo um erro).

E de repente me dou conta que não sou a Martha Stewart. Porque ela é fake até a raiz.Acho que aceitar essa comparação já seria motivo para fazer todas as mulheres que eu admiro e em que me espelho caírem de paulada em cima de mim com razão.

Além de um eventual escândalo com sonegação de impostos, a Martha Stewart é a "mulher moderna perfeita" das revistas femininas que eu odeio. Um misto de dona de casa com artesã impecável e decoradora de interiores. Algo do tipo casa perfeita- filhos perfeitos - família perfeita- roupas perfeitas - coisas perfeitas feitas por ela mesma. O comercial de margarina elevado à décima potência. 

Os cupcakes na Martha não vazam das forminhas porque ela errou a temperatura do forno (porque estava escrevendo ficção científica enquanto cozinhava, sabe). Só os meus fazem isso. As crianças do mundo da Martha sempre tem o material escola impecável. Só eu escrevo com caneta bic o nome do meu filho nas coisas dele (porque estava preocupada demais brincando de massinha para me ocupar com isso). As roupas que ela tricota caem perfeitamente em seu corpo muito bom para a idade enquanto seus cabelos loiros estão perfeitamente penteados. Eu tenho um cachecol pela metade a dois anos e meu cabelo tem frizz (eu descobri o que era frizz só ano passado porque estava ocupada demais vivendo, fazendo cosplay, indo a shows, fazendo exposições, terminando a faculdade aos 20, construindo minha casa, minha vida e minha história para me preocupar com cabelo - ele sempre termina bagunçado mesmo). 

Pode parece avulso falar de assuntos que não estão relacionados ao corpo de forma direta. Mas eles são faces da mesma moeda. A moeda que me faz ter vergonha do meu corpo é a mesma que me faz ter vergonha de não ser uma mulher convencional e não fazer as coisas que uma mulher deveria fazer.

A realidade é que o tempo todo nossa sociedade exige de nós mulheres que nos encaixemos em estereótipos. E eu, meio menininho, de unhas coloridas e roupa rasgada, com meus grandes olhos amarelados e meu cabelo imenso e sem amarras, penei a vida inteira por saber disso. Porque não, eu não me encaixava e não vou me encaixar no estereótipo. Mas principalmente, porque sabendo disso, eu não posso permitir que meu silêncio deixe outras pessoas sofrerem com esses mesmos estereótipos.

Então a pergunta é: Sarah Helena, você ama seu corpo?

E minha resposta não é nada simples. Eu nasci em uma sociedade onde amar a si mesmo é um pecado. E então eu cresci para abraçar uma fé e uma filosofia de vida onde não reconhecer seu próprio valor é um crime contra tudo que é sagrado - e contra eu mesma. Eu luto a cada dia para desvestir o manto de dedos apontados, de risadas maldosas e de humilhações que minha sociedade teceu e vestiu em cada mulher, uma burca que foi costurada na nossa alma. Eu luto todo dia para aprender a me amar.

E quer saber?

Eu sou foda. Porque esse corpo e essa mente, tão inaptos, tão toscos, tão incapazes, já me renderam mais vitórias em 29 anos do que o de muita gente em uma vida inteira.

Eu tenho uma tatuagem e cicatrizes que me enchem de orgulho - e virão muitas mais. Eu tenho a memória corporal de um parto natural e não hospitalar. Eu tenho mãos de dedos compridos e tortos que herdei das minhas avós e nonas e a voz grave e rouca de quem vive com intensidade. Eu tenho nos ouvidos as vozes de dezenas de pessoas, acho que mais do que só dezenas, que disseram que me admiram, que me falaram que eu as surpreendi. Porque é cotidiano para mim o olhar de espanto e admiração que as pessoas tem quando eu falo - porque eu sei do que eu estou falando e porque elas não esperam que uma mulher da minha idade tenha essa segurança e esse conhecimento. (e não, eu não tenho essa segurança. mas é preciso. e cada vez que dizem isso, me surpreendo e fico vermelha e sem jeito; e é tão importante para mim e me sustenta)


E esse corpo, me permitiu ter quem eu desejei, mesmo quando eu achei que era tudo menos desejável. E eu dancei e ri e caminhei e subi trilhas e beijei e transei e fugi e pulei muro. E eu posso dizer que não me irrita meu corpo, mas a indústria miserável que nega a minha forma - a forma que é característica das mulheres do meu país, mulheres pequenas de ancas largas e tornozelos grossos. E que nega a forma (afro) de muitas amigas minhas, magrinhas, de seios miúdos e pernas longas. E nos forçam a tentar sermos cabides de roupas feitas para mulheres irreais. 

E tentam nos fazer caber, do mesmo jeito, em casamentos irreais, profissões irreais, vidas irreais. Querem dizer como temos que fazer tudo. E sinto muito. No meu mundo as mulheres vivem sem pedir licença. E não vou aceitar que ninguém diga que estamos erradas.



ps- e eu não vejo nada de errado em se diferente de mim. Pelo contrário. Somos fortes por sermos únicas. Só não posso aceitar que tentem obrigar a mim ou a qualquer uma a ser qualquer coisa que ela não deseje de verdade ser (desejo próprio, não imposto pela mídia lá fora)

terça-feira, 18 de outubro de 2011

É amanhã!

Preparem suas postagens! Vamos mostrar para o mundo que não engolimos caladas a forma como a mídia distorce nossa imagem!